artigos categorizados como opinião
Isso mesmo. Caras pintadas no McDonalds. Em outros tempos acharia isso um absurdo. Nos tempos de adolescente revoltado, mas com um pouco (ou muito) mais de esperança em um mundo melhor. Naqueles bons tempos em que você acredita que uma atitude isolada, um belo discurso e um texto bem redigido poderiam mobilizar as pessoas numa luta revolucionária. Já tive aqueles dias em que não bebia Coca-Cola, por causa da convicção ideológica…
Perdi muito da minha ingenuidade, tenho tomado consciência da necessidade de conviver com um mundo organizado de uma forma que não concordo. Mas ainda acho estranho caras pintadas no McDonalds. Sábado, dia 22, lá estavam eles, fazendo um lanche provavelmente antes de um protesto contra o Sarney (o político “mau” bola da vez). Obviamente, a revolta deles é contra um corrupto, não contra o sistema…
Imagine uma grande fábrica. Imagine que existem funcionários geniais, que criam produtos próprios, pessoais, sem o serem pedidos pela fábrica e (principalmente) sem a intenção de levá-los à linha de produção. Agora, imagine uma salinha onde se reúnem os líderes desta fábrica. Eles determinam o que é produzido, em que quantidade, em qual formato. E mais: sabe aquela criação única, daquele funcionário genial? Mal sabe ele, mas os homens na salinha estão procurando torná-la um mero produto…
Lendo sobre a crise política que está rolando, vi que alguns senadores estão deixando seus partidos, em defesa da ética e da honestidade, como Mão Santa (PMDB–PI) e Flavio Arns (PT-PR). Outros, como Aloizio Mercadante (PT-SP), estão mudando sua postura dentro do partido. Fiquei extremamente comovido.
Muitas vezes somos levad@s a acreditar que a manutenção do status quo é a melhor alternativa, e se não a for de fato, é pelo menos a opção mais cômoda. Para começar a conversa, manter situações de opressão não pode ser melhor, se quer, para os opressores, uma vez que isso leva ao tensionamento progressivo das relações. E para aprofundar na questão, imagino que vocês estejam cheios de discursos rasos de blábláblá, a quem interessa o comodismo?
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Quarta-feira, manhã. Chego cedo à FAFICH e já vejo alguns deles. Jovens desorientados e, talvez pela primeira vez na vida, realmente sem o amparo de um adulto. Me pergunto se eles se dão conta de que, agora, eles são os adultos.
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Apesar de tudo que temos visto atualmente no mundo político, não podemos desistir da democracia. A solução para seus problemas não é sua substituição, mas uma participação maior de todos nós, para que realmente o poder seja do povo.
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