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Isso mesmo. Caras pintadas no McDonalds. Em outros tempos acharia isso um absurdo. Nos tempos de adolescente revoltado, mas com um pouco (ou muito) mais de esperança em um mundo melhor. Naqueles bons tempos em que você acredita que uma atitude isolada, um belo discurso e um texto bem redigido poderiam mobilizar as pessoas numa luta revolucionária. Já tive aqueles dias em que não bebia Coca-Cola, por causa da convicção ideológica…
Perdi muito da minha ingenuidade, tenho tomado consciência da necessidade de conviver com um mundo organizado de uma forma que não concordo. Mas ainda acho estranho caras pintadas no McDonalds. Sábado, dia 22, lá estavam eles, fazendo um lanche provavelmente antes de um protesto contra o Sarney (o político “mau” bola da vez). Obviamente, a revolta deles é contra um corrupto, não contra o sistema…
Lendo sobre a crise política que está rolando, vi que alguns senadores estão deixando seus partidos, em defesa da ética e da honestidade, como Mão Santa (PMDB–PI) e Flavio Arns (PT-PR). Outros, como Aloizio Mercadante (PT-SP), estão mudando sua postura dentro do partido. Fiquei extremamente comovido.
Apesar de tudo que temos visto atualmente no mundo político, não podemos desistir da democracia. A solução para seus problemas não é sua substituição, mas uma participação maior de todos nós, para que realmente o poder seja do povo.
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Qual a semelhança entre o Irã e Honduras? Se eu quisesse dar um bom palpite, diria que é a internet.
Estes dois países tiveram, recentemente, crises institucionais, cujas origens e desdobramentos são totalmente diferentes. Mas estas crises abriram precedente para uma nova forma de protesto: via web. Não que a internet não tivesse sido usada antes como meio de protesto, ou na cobertura de outras crises – a diferença é que, nestes dois casos, a internet foi usada como lugar de batalha ideológica, ao lado de greves e passeatas, de forma deliberada. E mais: numa amplitude jamais vista anteriormente.
Mais uma vez, vou falar de uma obra de Alan Moore (autor de ‘Watchmen’), primeiro porque o considero um autor muito rico com relação à discussões sobre justiça vigilante, mecanismos de pressão ideológica e histórias em quadrinhos em geral. Segundo, porque me pareceu que meu outro artigo não abrangeu todo o tema, e ainda há (e sempre haverá) muito a ser discutido.
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